Phuket – Tailandia

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Antes mesmo de entrar no barco, ja sentia o balanco do mar…A ressaca da festa da noite passada tava animal. E, encarar uma viagem de barco agora era tudo o que precisava, aiaiaia….Mas beleza. Estamos tentando chegar ate Phuket, um dos destinos mais visitados do pais, ou seja, um dos mais turisticos. Confesso que, se nao tivessemos que ir para la, provavelmente nao iriamos. O ter que ir para la se traduz no fato de que a mae do Alistair resolveu passar ferias na Tailandia e escolheu logo ali.

Entao, assim sendo, seguimos para la. Compramos nossa passagem para Phuket numa agencia ao lado do porto, seguindo indicacao de funcionarios que trabalhavam no proprio porto.

Assim que embarcamos, ja subimos para o deck e ali, deitados no conves, fomos dividindo espaco com uma galera que deveria estar tao ressacada quanto nos. O caminho ate que foi bem prazeiroso, o barco nao estava balancando muito e um vento gostoso estava soprando contra nos.

Ate que, comecou a cair uma puta chuva. A galera do conves logo seguiu para dentro do barco, mas eu e o Al continuamos ali, sem nos abalarmos.

Foi uma delicia, naquele calorao, agente ali deitado no barco que seguia com uma certa velocidade, sentindo aquela chuva aos poucos ir nos encharcando…Olha, descobri a cura da ressaca!!! E isto, pegue um barco, deite no conves em plena tempestade e, em poucos segundos voce vai se sentir de volta a vida, ahahhahaa.

Chegamos na baia e, conforme o combinado, um onibus estava a nossa espera. Seguimos com ele ate que ele de repente parou num restaurante no meio do nada. Ali descobrimos que deveriamos esperar pelo nosso proximo transporte. E assim o fizemos por meia, uma, uma hora e meia, duas horas!!!!

Quando nosso proximo transporte chegou, quase cai para tras, era um destes carros abertos, quase que um rickshaw, mas maiorzinho….Como iriamos ir ate Phuket, um caminho de quase 4 horas, ali, naquele banco de ferro, pendurados ali na traseira???

Explicacao, eles iriam nos levar ate a proxima parada, um outro restaurante, onde iriamos aguardar nosso proximo transporte. Olhando a nossa volta, percebi que a insatisfacao era geral. E imagina, depois da baladona de ontem, ter este perrengue todo com o transporte…E e uma situacao onde voce fica totalmente impotente, o que voce vai fazer? Estavamos ali no meio do nada, o jeito era respirar fundo e seguir viagem.

Apos cerca de uma hora, ele nos deixou no restaurante combinado. Outros carros do mesmo tipo estavam tambem deixando outros turistas ali. E ali permanecemos, por uma, duas, tres horas. Cada vez que perguntavamos o que havia acontecido com o onibus, os funcionarios respondiam que ele estava para chegar.

Quandoviramos nossa terceira hora de espera, tava na cara que havia algo de errado e nao aguentei, cheguei para o gerente e exigi uma explicacao.Um grupo de israelenses tambem aderiu a briga, e apos muito pressionarmos o sujeito, este revelou que o onibus estava no conserto e que chegaria em breve….

Depois de uma hora, ele chegou. Exaustos, apenas subimos, e assim que entramos, apaguei. Vez por outra acordava para dar uma olhadinha pela paisagem, e la fora, mesmo no escuro, avistava penhascos acizentados, por entre a vegetacao tropical.

Ja eram umas 11 horas da noite, de repente o onibus parou numa agencia de viagens e disse que nos deixaria por ali, se reservassemos a acomodacao com eles, nos levariam ate la, se nao, nos deixariam ali no meio do nada.

Mais uma vez, eu e o Al demos um piti e descobri qual a melhor maneira de argumentar com essa galera: colocamos as mochilas no carro e exigimos que nos levassem ate nosso hotel. E assim, muito depois da meia-noite,chegamos ao hotel que a mae do Alistair estava hospedada.

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Hotel nao, resort…A mae do Al estava ficando num resort, em Nakalay Beach, ha uns 20 minutos de carro de Patpong, a praia mais conhecida. Chegamos no lugar e causamos, o lugar era simplesmente maravilhoso, um casarao de madeira todo decorado em estilo tailandes. E nos ali, descabelados, de chinelao, ainda ressacados, e exaustos da viagem.

Foi surreal…O concierge logo encontrou nossa reserva e seguimos com um dos funcionarios num destes carrinhos tipo de campos de golf, ate nosso bangalo.

Nosso quarto era impecavel, com uma decoracao toda clean, flores e ate banheira de hidromassagem e, comparando com os ultimos dias, onde nem agua quente tinhamos, caimos na cama e desmaiamos, literalmente.

Pela manha, depois de tomar um cafe maravilhoso, fomos ate a piscina do hotel. O engracado e que, mesmo com este luxo todo, convertendo o preco da diaria ali, meu, em Londres mal daria para pagar um quarto de solteiro num hotelzinho meia-boca. Mas, como jah disse antes, mochileiro eh pechincheiro e com certeza, se visitassemos a regiao, talvez nao ficassemos ali.

Mas foi legal ter um pouco mais de conforto, se bem que nem sempre isto significa mais diversao…

Encontramos com a mae do Alistair e seguimos no periodo da tarde para Patpong.

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Phuket para mim e como uma mulher bonita, mas que usa muita maquiagem. E que usa roupas cafonas. As praias, como em toda a Tailandia, nao desapontam, sao lindas. Mas parece que a exploracao turistica ali foi mais violenta. Na rua principal de Patpong, ha um amontoado de bares, restaurantes e lojinhas em geral que lembram um pouco o centro do Guaruja, em Sao Paulo.

Muitas lojas de alfaiates. Alias, Nesta parte do mundo, este tipo de servico eh bem popular, ja ouvi dizer de pessoas que veem para a regiao apenas para encomendar ternos, que aqui sao feitos sob medida e com o tecido que voce escolher. Checamos uma meia duzia de lojinhas e o Al decidiu fazer um terno.

Pela rua principal, varios sinais de rota de escape caso aconteca um novo Tsunami, como o que ocorreu em 2004, causando cerca de 250 mortes apenas em Phuket. Tenho um amigo que estava na regiao bem naquela epoca, como muita gente deve ter tambem. Mas segundo ele, o evento deve ter sido aterrorizador. O hotel dele ficava bem na regiao em que estamos e, quando as aguas do mar retrocederam, o panico comecou a se instalar no local. Muita gente correndo e gritos por todos os lados. Ele estava na piscina do hotel e, naqueles poucos segundos que tinha para tomar uma decisao, decidiu subir ate seu quarto para buscar a esposa.

E foi a decisao certa, pois quando a grande onda atingiu a terra, as aguas cobriram ate o terceiro andar do hotel e provavelmente varreram aqueles que correram em direcao ao centro da ilha.

Hoje em dia, fora estas plaquinhas que encontramos a cada esquina, pouco ha o que se relembrar deste periodo e imagino como a reconstrucao da area deve ter sido rapida.

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Dizem que voluntarios de todas as parts do mundo chegaram ao pais e junto com a populacao local, reergueram bem rapidamente as areas mais visitadas  e o turismo ao pouquinho foi sendo recuperado, embora ainda esteja operando com um volume de 30% abaixo da media de antes. Isto talvez explique um pouco os precos absurdamente baixos de muitos locais por onde passamos.

Patong eh famosa por sua  vida noturna e, certamente a julgar pelo grande volume de bares e clubs, acredito que deve ser mesmo. E tambem famosa pela prostituicao e, ao nosso redor ha mesmo um ambiente meio ‘tacky’, meio duvidoso, e ate meio deprimente. Vi um senhor ingles andando na rua com uma das meninas locais e, segurando ela pela camisa, percebi que para algumas pessoas, esta e a solucao para namorar, ja que nao levam muito jeito com mulheres mesmo.

Os bares tambem, nao sei, transpiram uma atmosfera meia estranha, talvez comercial demais, o que para nos nao tem teve nenhum apelo, e dei gracas a Deus por ter conhecido outros lugares do pais, com baladas melhores..

Entao aproveitamos esse ‘pit stop’ que fizemos em nossas aventuras para programarmos o que faremos em seguida e estudar nosso  roteiro, ja que o AL quer fazer um curso de mergulho em Ko Phi Phi e eu, um de escalada em Railay e assim, decidimos que faremos o curso dele primeiro, o meu em seguida.

Afinal, isto aqui e a Tailandia, a terra onde o muito ainda e muito pouco. E assim, fomos para la.

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