Halong Bay – Vietnam

p1040979A van chegou em nosso hotel bem no horario marcado: as seis da manha. Depois de tanto tempo viajando, me sinto como se fosse uma enfermeira ou medica, nao tenho mais horario certo para dormir, nem acordar. Se a balada eh boa, faco plantao a noite toda. Se tenho que acordar cedo, acordo sem reclamar.

E assim foi, entramos no carro, que ja estava praticamente lotado de outros turistas. Nosso grupo era bem variado: uma familia de Israel, uma canadense, tres irlandesinhos, dois holandeses, uma japonesa, alem de outras pessoas que deveriam ser do Vietnan mesmo.

E assim comecamos nossa jornada rumo a Halong Bay. Nosso guia, que vou chama-lo aqui de Ho, ja que esta foi a unica silaba que entendi do nome dele, a certa altura se levantou e veio o caminho inteiro contando historias sobre o pais. Muitas destas historias, giravam em torno de Ho Chi Minn e por ali, deu para sentir o gostinho do orgulho que a populacao tem deste lider revolucionario que mudou a historia do Vietnam.

E nao eh para menos, Ho Chi Minh realmente tem uma historia impressionante. Ele trabalhava como cozinheiro, num navio frances e assim, viajou pelo mundo a fora. Naquela epoca, ele ainda era conhecido como Nguyễn Sinh Cung, seu nome real. Em 1915, decide instalar-se em Londres, mudando para a Franca logo em seguida, onde conseguiu um trabalho como jardineiro. Ali, comeca a se envolver com movimentos socilaistas. Em 1923, muda-se para Moscou, onde estudou taticas de guerrilha e se envolve com uma faccao do partido comunista russo. Dois anos depois, e enviado a China, sendo expulso de la apos dois anos, em 1927. Dali, viveu em uma serie de paises e dirigiu a o movimento antiimperialista contra a Franca, que dominava a regiao da Indochina.

Em 1941, fundou o movimento Vietminh e virou Ho Chi Minh, que quer dizer aquele que e iluminado. Lutou contra o dominio frances e, durante a Segunda Guerra Mundial, utilizou seus conhecimentos de guerrilha para impedir o dominio japones na regiao. No final da guerra, fundou o estado independente do Vietnan do Norte.

Com tantos feitos historicos, nao e de se admirar que ainda nos dias de hoje seja lembrado pela populacao com tanto orgulho e respeito. Por isto, achei estranho o fato de Ho dar tanta enfase ao fato de que o lider na verdade morreu sozinho, em Hanoi, e nunca se teve noticia de ter tido uma namorada.

E, olhando para nosso guia, mais uma vez tive uma impressao de como a populacao local em geral se comporta. Ja falei aqui que acho os vietnamitas espertos, movimentam-se com velocidade e tem pensamento rapido. Ho parece enquadrar tudo isto. Ele conversava com eloquencia. Os olhos movimentavam-se rapidamente. Pareciam olhar em tres direcoes diferentes a cada segundo. Combinava piadas com fatos que sabiam que iriam prender nossa atencao.

E assim o fez e a viagem ate o porto seguiu de forma tranquila. Sempre quiz conhecer Halong Bay. Ja havia visto algumas fotos e, eu nao sou muito de acreditar em fotos. Principalmente depois de ver as fotos da Mulher Melancia na Playboy com ou sem photoshop, aquelas que vem circulando na Internet.

Nao ha foto, filme que seja que represente um lugar, um momento com precisao, por melhor que seja o fotografo. Por melhor que seja a camera. Por isto, quando chegamos no porto e Ho comecou a organizar nosso transporte, nao criei grandes expectativas.

Ali, esperando junto com os outros turistas, comecei a prestar uma atencao maior a aqueles que seriam nossos companheiros de viagem. E ali no cais, enquanto aguardava sentada na minha mochila, comecei a observar as pessoas com quem passariamos nossos proximos 3 dias.

Ao meu lado, notei que Barry, o irlandesinho que chegou por ultimo no onibus, estava fazendo a mesma coisa. Existe uma coisa entre o ser humano que e dificil explicar. Existe uma empatia silenciosa, vulgarmente conhecida como ‘ir com a cara de alguem’. E foi sito que aconteceu. De cara vi que iamos nos dar super bem.

Nosso barco atracou, e assim, carregando as mochilonas, fomos pulando de barco em barco ate chegar ao nosso. Assim que entramos, Ho distribuiu as chaves dos quartos entre nos e fomos deixar nossas mochilas. Acho que foi a primeira vez que dormi num barco, com quarto banheiro estas coisas.

O nosso quarto era simples, mas tinha ar condicionado, a cama era confortavel e o melhor, tinha uma janela enorme de onde podia observar todos os outros barcos atracados no cais em que estavamos. Dali deu pra tirar uma ideia de como Halong Bay e popular entre os turistas que visitam o pais.

 

Seguimos viagem, vendo pela janela o cais se afastar. Barcos no estilo chines povoam a baia, alem de barcos menores de madeira, com pessoas locais vendendo salgadinhos e agua para os turistas.

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Nosso almoco foi servido logo em seguida. Nosso grupo foi dividido em tres mesas diferentes e sentamos junto com a japonesinha, os dois irlandeses e Julie, a canadense que sentou bem ao meu lado. No centro da mesa, varios pratos foram servidos e tivemos que dividi-los entre nos. Todos ficamos assustados com o preco da cerveja e alcool em geral sendo vendido no barco: dois dolares, que e logico, parece pouco, mas em comparacao com os precos pagos em Hanoi, e quase que cinco vezes maior.

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Ali, tentamos conhecer nossos companheiros de viagem e foi bem prazeiroso, apesar de nossa diversidade cultural e profissional. Mas, observando as pessoas comentarem sobre o que fazeriamos durante o dia, descobri que nem eu, nem o Al tinhamos nocao do que o tour incluia, onde iriamos, o que iriamos fazer. Alguns falavam de uma visita a uma caverna, outros, de um passeio de bicicleta, outros de um passeio de caiaque, outros de uma visita a uma ilha…

Assim, sem saber o que viria, apenas deixei acontecer…Apos o almoco, fui para a frente do barco e ali, fui assistindo as mudancas na paisagem. Logo, os grandes rochedos comecaram a aparecer. E a paisagem que foi se formando, foi exatamente igual aquelas fotos perfeitas que ja havia visto da regiao.

O mar, com aquela cor de um verde esmeralda, os rochedos altos e acizentados, um apos o outro e os barcos chineses alaranjados que vez por outra agraciam a paisagem, formavam um cenario tao bonito, tao perfeito que tanto eu, como todo mundo que estava ali conosco, comecou a entrar num estado de estase.

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Halong Bay tem uma historia interessante. Dizem que quando o pais estava sendo atacado pelos chineses, os ceus enviaram dragoes para ajudar o pais a combate-los. E assim o fizeram, mas os dragoes, encantados com aquele mar maravilhoso, decidiram ficar por ali. E assim, tornaram-se rochedos, que sao estes que hoje nos cercam, enquanto nosso barco lentamente desliza por entre eles.

Achei a historia linda e so queria saber o que aconteceria se os dragoes ainda estivessem vivos quando os Estados Unidos atacou o pais. Mas mesmo dragoes sofreriam com os ataques de Napalm e Agente Laranja que o restante da populacao foi submetida….

Mas enfim, dai vem a origem do nome ‘Halong Bay’ que quer dizer ‘onde os dragoes encontraram o mar’. A vastidao de ilhas e rochedos e imensa. Sao mais de 3000 ilhas espalhadas por ali. O mar e uma coisa que nao me canso de olhar. Mesmo o dia nao estando super ensolarado, o mar reflete uma cor verde impressionante. E, se prestar atencao, da para ver a enorme quantidade de peixes, alem de varias medusas circundando nosso braco.

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Logo chegamos a nossa primeira parada e, surpresa: vamos visitar uma caverna. Ao redor do pequeno porto, muitos, muitos, muitos barcos de turistas. Comecamos o passeio seguindo uma trllha superlotada e depois de uma cansativa escadaria, chegamos ao seu interior. Ali, fomos passando por formacoes de estalgtites que com o tempo, e tambem com muita imaginacao, assemelham-se a figuras.

Ho foi apontando as diversas figuras que iam aparecendo no caminho, como o casal apaixonado, e o grande dedo, que desculpe a sinceridade, assemelhava-se mais ao orgao genital masculino ainda mais por estar iluminado por uma luz vermelha.

A vista la de cima da caverna era linda, mas, pra falar a verdade, eu acho caverna uma chatice. Fora cavernas maravilhosas que visitei em Apiai, no Brasil, que alem de gigantescas, tinham umas estalagtites impressionantes e as que visitei em Sao Tome das Letras (onde tem aquela que dizem que vai ate Macchu Picchu…) acho que caverna sem historia e basicamente isto, uma caverna.

Voltamos para o barco e o sol comecou a se por. Nosso comandante, depois de rodar um pouco pela baia, ‘estacionou’ nossa embarcacao ali no meio do nada. Tava fazendo um calor de dar do, e o Al, bem como o Barry, na hora sacaram o momento e, dali de cima do barco, ha uma altura de uns 10, 15 metros de altura, pularam do topo do barco direto na agua. Os holandeses seguiram o exemplo. E assim, terminamos a tarde, nadando naquelas aguas, com cor de joia preciosa.

Uma delicia. Agradeci a Deus por ter me dado este momento na vida.

No inicio da noite, voltamos para nosso quarto, tomamos banho e nos preparamos para o jantar. O preco da cerveja ainda era comentado entre nos e, as vezes fico pensando, imagina, em Londres pagava quse que seis dolares pela cerveja nos bares e ca estou reclamando por pagar dois….

Mas viajar faz isto, vc perde a nocao de qto as coisas custam  no seu pais de origem e, depois de tanta mochilada por aih, viramos mochileiros mesmo. E mochileiros sao isto: cheap skates, ou seja, pechincheiros mesmo.

Durante a noite, um outro barco estacionou bem ao nosso lado. A tripulacao de ambos eram amigos e assim, enquanto eles papeavam, Barry, o irlandes mais brasileiro que ja conheci, foi la perguntar quanto custava a cerveja no barco deles.

1.50! Cinquenta centavos de economia! Eu nao sei de onde tiramos esta logica, mas a verdade e que, em vista de que passariamos a noite ali ancorados lado a lado, decidimos pular para o barco deles e beber ali.

Barry foi o primeiro. Eu e o Al em seguida, e assim, um a um dos festeiros de nosso barco passou para o vizinho. Ali conhecemos uma galera viajante tambem super bacana. Posso ate dizer que rolou uma festinha. Foi muito, muito, muito legal. Nos, os piratas, invasores de barco, ali, curtindo a noite sob a luz da lua, naquele lugar maravilhoso…

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Conhecemos um monte de gente bacana, que infelizmente acho que nao verei mais…Sao uma daquelas coisas que so existem num momento mesmo, e assim, temos que aproveita-las ao maximo. E posso dizer, fizemos exatamente isto.

Al e Barry, movidos pela economia no preco da cerveja, ficaram sabendo que um barco mais adiante estava vendendo cerveja por cinquenta centavos ainda mais barato! E, assim, pularam na agua e foram nadando ate la. A verdade e que nao era o preco, era a aventura que na verdade estava contando….

A noite tava tao bacana que nao queria que terminasse nunca. E assim, fomos extendendo nossa visita, ate que certa hora tava tao alterada, que perdi minhas sandalias, que eram uma copia exata das famosas Birkenstock, da alemanha. Mas nem assim me abalei, continuamos ali, conversando no deck do barco.

Os meninos voltaram de sua viagem ao barco vizinho, cheio de historias. Ate que o Barry, depois de ter desaparecido por alguns minutos chegou com um monte de cerveja, aparentemente a tripulacao de nosso barco tinha ido dormir, deixando um isopor cheio de cerveja gelada ai de bobeira.

Me deu um pouco de culpa, mas depois desencanei e ficamos ali, tomando as cervejas roubadas. Acho que ficamos ali ate umas duas da manha.

No dia seguinte, foi dificil acordar para o cafe-da-manha que e servido regularmente as seis. Eu, Alistair e Barry nao conseguimos nos levantar a tempo e assim, ali no deck, tomando muita agua, tentamos nos recuperar da balada da noite anterior.

Barry tirou do bolso umas bananas, que nao sei daonde ele conseguiu, mas que foram simplesmente perfeitas, ali naquele momento.

No barco, um sentimento de satisfacao geral. Incrivel como sentimentos sao contagiosos. Estavamos todos tao felizes de estar ali, vivendo aquilo tudo, que a uniao de estar sentindo a mesma coisa fez com que colocassemos todas as diferencas culturais de lado. De uma hora para outra, nao eramos mais estranhos, mas sim velhos amigos, vivenciando um dos melhores momentos de nossas vidas.

Nosso proximo passeio veio logo em seguida, como descobrimos. Fomos ate a uma ilha, onde fariamos um passeio de bicicleta. E assim, nosso barco seguiu, desviando por entre os rochedos que mais pareciam gigantes guardando um portao. Eu tenho a leve impressao que ja vi isto num filme antes…

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Chegamos na ilha pela manha. Ainda estava meia confusa no que ia acontecer, pois como disse antes, eu e o Al nao tinhamos nocao do programa de nossa excursao, que reservamos as pressas quando ainda estavamos em Hanoi.

Mas acho que o fator surpresa adicionou um sabor especial a tudo que estavamos vivendo.Chegamos, Ho pediu para que escolhessemos entre as varias bicicletas paradas ali no cais e desta forma, fomos seguindo por esta trilha, que crcundava a ilha.

O caminho era maravilhoso. Indescritivel. Foi uma das melhores pedaladas da minha vida, circundados pelos rochedos maravilhosos, subindo montanhas ate que fomos adentrando a ilha, e passeando por entre campos de plantacao de arroz.

Paramos brevemente num restaurante bem simples, cercado por campos. Deixamos nossas bicicletas ali, pois Ho disse que seguiriamos por uma trilha, para dentro da montanha principal, que fica bem no centro da ilha. Praguejei, tava tao esperando fazer caminhadas quevim com minhas Havaianas, jah que nao achei mais as outras sandalias que perdi no barco, na noite anterior.

Fazer trilha de havaiana eh uoh. Mas enfim, seguimos com o programa, e fomos caminhando pela mata, que gradualmente ia se tornando mais e mais cerrada. A certo ponto, ela comecou a ficar tao fechada que lembrou bastante aqueles filmes que assistimos sobre o Vietnam, no periodo da guerra e fico so imaginando como os americanos devem ter se sentido perdidos no meio deste ambiente tao diferente.

E nao e so o ambiente, o lugar ta cheio de animal selvagem tambem, tigre, cobras, etc. E eu de havaianas… Caminhamos ate que chegamos numa pequena montanha. Fomos subindo e ali, encoberta pelas arvores da regiao estava uma caverna. Ho parou ali e nos deu uma auilinha sobre o lugar.

Aquela caverninha ali escondidinha na verdade tinha sido a moradia de soldados Vietcongs, por cerca de 10 anos. Eles dali conseguiam avistar avioes americanos e por radio, avisavam as cidades do pais para que evacuassem.

Eram alimentados pelos camponeses locais que traziam arroz, mas grande parte da alimentacao vinha do que conseguiam capturar por ali mesmo, incluindo ratos e muitos caramujos. La dentro, a caverna fina e profunda, era escura e gelada, apesar do calor la fora. Fico so imaginando como seria passar dez anos ali, muitas vezes sem ver a luz do sol por dias.

p1040999Ho explicou que na ala maior da caverna era onde dormia o general do batalhao local. No solo, as carcacas dos caramujos ainda estao empilhadas, numa area que deve ter sido utilizada como sala de jantar. Os soldados feridos, segundo Ho, ficavam numa ala que tinha uma abertura super fina, onde eu passaria, mas encolhendo a barriga (claro, nao depois da cervejada de ontem!).

p1040990Aparentemente, isto se deu porque eles logo adivinharam que o porte fisico dos americanos era muito maior do que o deles e eles nao conseguiriam passar por ali. To dizendo que este pessoal e esperto…

Foi uma viagem ter estado ali. Da para ver as cenas da guerra ali na sua frente e por instantes, me sinto dentro de um filme americano, como Platoon, etc.

Voltamos dali, pegamos nossas bicicletas e seguimos pelo caminho. Neste, uma hora apareceu umas criancinhas ao longe. Assim que passei perto delas, um menininho tentou me acertar com um passarinho morto, ainda sangrando. E assim o fazia com todos que passavam ao seu lado….

Voltamos para nosso barco e seguimos para a proxima parada. Fomos almocar numa vila de pescadores o que nao e uma novidade, a nao ser pelo fato de que a vila estava localizada ali, nos rochedos, no meio do nada.

E sao super surreais. No meio daqueles rochedos maravilhosos, de repente chegamos nestas plataformas de madeira, suspensas por garrafas de agua vazias, isopor e tudo mais que voce possa imaginar mas que de flutuacao. Sob as plataformas, uma meia duzia de casinhas de madeira, criancinhas correndo por entre elas vestindo camisetas de times de futebol da Inglaterra, um espaco usado para a criacao de peixes e um restaurante.

Almocamos, ainda estupefactos com o cenario a nossa volta. Fico so imaginando aquelas pessoas morando ali, cercadas por agua vinte e quatro horas por dia, como naquele filme do Kevin Costner, ‘Waterworld’, que afundou sua carreira… As pessoas aparentemente nao saem dali por nada, e se tiverem que faze-lo, pegam o seu barquinho e vao ate a proxima vila, tambem sob as aguas. Um negocio de doido.

Depois de um almoco delicioso, fomos fazer um passeio de caiaque. Eu e o Al seguimos por entre as aguas, nos maravilhando com a paisagem, tentamos entrar em cada buraco que encontravamos nos rochedos ao nosso redor. Achamos algumas cachoeiras, ficamos tentando arrancar os mariscos dos rochedos, e demos boas risadas quando encontramos alguns ‘sinais de transito’ no caminho, na verdade algumas setas indicando o nome das ‘ilhas’ de onde estavamos passando.

Foi lindo, foi otimo e assim que terminamos, retornamos ao barco. Ja estava mais do que satisfeita com tudo que tinhamos visto, mas o tour ainda tinha outras coisas para nos. E dali seguimos para a ‘Monkey Island’, uma ilha nas proximidades.

O sol estava fortissimo, por isto, assim que conseguimos avistar a areia da praia, eu, Al e Barry pulamos na agua e seguimos nadando.

A praia era maravilhosa, apesar dos varios turistas espalhados por ali. Segundo Ho, ver macacos ali nao e dificil, mas tudo depende do estado em que estao, se estiverem com fome, com certeza aparecerao.

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Bom, acho que chegamos na hora do almoco, pois varios macaquinhos circundavam a praia, que por sua vez e rodeada de arvores e vegetacao natural. Mas os macacos, embora mais tranquilos dos que vimos na India, tambem sao um pouco agressivos e tive que me controlar para nao rir quando a Julie deu o maior berro e saiu correndo de um macaquinho que tinha se pendurado na mochila dela.

Mas a cena mais hilaria foi quando eu e o Barry ficamos ali observando um macaquinho bebe que aos pouquinhos foi se aproximando de uma lata de cerveja que tinha quase seu tamanho e, apos uns golinhos, saiu carregando a lata consigo. Nao acredito que perdi esta foto e voces terao que acreditar em minhas palavras…

A praia tava muito gostosa, mas ainda estavamos ressacados da noite anterior, e assim que o Ho deu o sinal, caimos na agua e nadamos ate o barco.

No nosso pacote ainda tinhamos mais uma noite no local, mas ao inves do barco-casa, passariamos em Cat Bay, num hotel. E para la seguimos e no final da tarde, chegamos a nosso destino.

Olhando ali de longe, Cat Bay e bem surreal. Ostenta um pouco dos rochedos selvagens que vimos durante o caminho todo, mas tambem e uma cidade, tem estrada, avenida, hoteis altos, alem de um pouco de vegetacao natural tambem. Parece que onde puderam, construiram um pouquinho de civilizacao.

Pegamos nossas mochilas e acertamos a conta do que bebemos no barco. Detalhe, normalmente eu guardo na cabeca as cervejas que bebi na noite anterior. E vi que em nossa conta, haviam algumas cervejas a mais. Na conta do Barry tambem, ja que acho que bebemos a mesma quantidade… Mas nao falei nada, nem para a tripulacao, nem para a galera, porque tava ainda um pouco culpada de ter roubado as cervejas, pois imagino o dono do barco caindo em cima da tripulacao por nossa causa…

E deixei quieto, ninguem percebeu e a aventura virou uma historia de viagem para os meninos. Mas para mim, virou uma licao, meu, nao da pra brincar com este povo, voce acha que ta sendo esperto, e passando a mao numas cervejas, mas a verdade e que pagamos e caro por nossa brincadeira…

Nosso hotel era otimo e assim que chegamos, pulamos no chuveiro. Jantamos e, novamente saimos atras de balada. Fomos para a area do porto e paramos numa barraquinha, com mesinhas na rua. A galera do barco parecia cansada, mas continuamos firme e fortes.

Ho era o que estava mais animado e, conforme me disse um dos irlandeses de Dublin (vamos cham-lo de Larry, ja que nao lembro o nome dele…) enquanto estavamos na Ilha dos Macacos, eles conheceram umas meninas da Espanha e haviam combinado de se encontrar num dos bares locais.

Mas Larry estava super sem graca, pq Ho estava confiante de que, ele se parecia com um  jogador de futebol e ele ganharia as meninas facilmente e assim, sobraria uma para o Ho. Mas Larry era gay. Dava pra ver de longe. E tava ali com seu namorado…Man, esta seria uma noite estranha…

Mas enfim, seguimos ate ver onde iria dar efomos todos para o club, onde aconteceria o encontro. Bem, o club era pequenininho, mas, como a maioria dos lugares no pais, tinha uma area com palco, para kareoke. As meninas nao apareceram, e ao inves dela, um grupo de australianos transtornados tomaram conta do lugar.

Mas a noite foi muito bacana, mesmo assim. Ate que o Al se apossou do kareoke e tentou cantar uma das cancoes locais, atraindo mtos olhares apreensivos dos locais que nao acharam a menor graca daquele australiano ali, cantando cancoes incompreesiveis.

Foi otimo, foi maravilhoso e nao vejo como poderiamos ter aproveitado melhor nossa estada ali. No dia seguinte, pegamos nosso barco novamente, que nos levou ate o porto principal, onde tivemos nosso ultimo almoco, com direito a um drink de brinde e onde nos despedimos de todos.

Voltamos a Hanoi, em vans separadas, e esta foi pouco ao pouco nos deixando em nossos respectivos hoteis.

Ainda estava em estase. Nunca me esquecerei do que que passamos ali. Passamos a noite em Hanoi relembrando nossos dias anteriores e sonhando com os que ainda virao e, man, posso dizer, nunca fui tao feliz em toda minha vida. So fico pensando onde foram parar minhas sandalias. Sera que estao no pe de alguma vietnamita, ou quem sabe no fundo do mar, junto com os dragoes de Halong Bay…Seja onde estiver, boa sorte para elas, tivemos bons tempos ateh aquu e me despeco como fiz com a galera do barco, acho que nao te verei tao cedo, mas nossos momentos serao inesqueciveis…

2 comentários para “Halong Bay – Vietnam”

  1. Minha querida que viagem maravilhosa! Você descreve com tantos detalhes que parece que estou aí. Não vemos a hora de você chegar viu? Bjão e saudade, Vovó Vera.

  2. Beatriz Pimenta says:

    Adorei o seu relato, super detalhado e com muito sentimento, exatamente como eu senti quando estive lá em outubro de 2010. Só que eu estava com um grupo de 28 brasileiros e dormimos no Emeraude Cruises.
    Abs,
    Beatriz

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